Panorama do caixa de janeiro a junho de 2026, a partir dos 222 recebimentos registrados na aba Recebimentos. Números absolutos — nenhum dado estimado ou projetado.
O caixa saiu de R$ 631.363,98 em janeiro para o pico de R$ 864.938,31 em abril — melhor mês do semestre. A queda para R$ 599.898,29 em maio parece alarmante isolada, mas se explica quase inteiramente por um único cliente: a Supermercado Família pagou R$ 345.062,04 em abril e voltou ao patamar normal (R$ 153.040,00) em maio. Não houve saída de outros clientes — junho já recupera para R$ 741.426,85, puxado pela Atacado União Comercial.
Norte/PA é a região mais forte (27,2% do caixa, R$ 1.149.147,31) e ainda cresceu +R$ 219.929,69 do 1º para o 2º trimestre. Já Nordeste/PE, a 3ª colocada, recuou de R$ 557.781,99 para R$ 327.878,98 no mesmo intervalo — queda de R$ 229.903,01, o maior recuo entre todas as regiões. Sudeste/SP também ganhou tração (+R$ 172.588,98).
Hortifruti é a categoria mais relevante — 39,0% do total (R$ 1.643.579,29) — e seguiu crescendo no 2º trimestre (+R$ 226.417,61). Bebidas, a 2ª categoria (30,2%), caiu R$ 208.044,33 no mesmo período. Juntas, Hortifruti e Bebidas ainda respondem por quase 70% do caixa — vale entender por que Bebidas perdeu ritmo antes que a dependência do Hortifruti fique ainda maior.
O maior cliente (Supermercado Família) responde sozinho por 27,2% do caixa. Os três maiores — Supermercado Família, Adega Ponto do Vinho e Atacado União Comercial — somam 65,8% de tudo o que entrou no semestre, em uma base de apenas 14 pagadores distintos.
Quatro pagadores (Bar e Restaurante Estrela do Sul, Empório Vila Nova, Mercearia São Joaquim e Padaria e Confeitaria Trigo de Ouro) somam R$ 58.209,18 — 1,4% do caixa — sem Região/UF ou Categoria, por não constarem no Cadastro de Clientes. Todas as ocorrências ficaram no 1º trimestre; nenhuma se repetiu no 2º.
Reduzir a dependência dos três maiores clientes — eles respondem por quase dois terços do caixa. Um plano de expansão de conta para os pagadores de médio porte (Rede Supermercados Mais, Mercadão Central) reduz o risco de concentração.
Investigar a queda da Adega Ponto do Vinho no 2º trimestre, principal motor do recuo em Nordeste/PE — entender se é sazonalidade, redução de pedido ou perda de espaço para concorrência.
Formalizar os 4 pagadores fora do cadastro. O valor é pequeno, mas fechar essa lacuna evita recebimentos "cegos" para região e categoria em relatórios futuros.
Monitorar a queda de Bebidas frente ao crescimento de Hortifruti — vale entender se é perda de participação real ou apenas timing de pedidos dos dois maiores clientes da categoria.